quarta-feira, 20 de maio de 2009

Exposição - Homossexualidade

No dia 4 de Maio, juntamente com o grupo “ A Adolescência” da nossa turma realizamos no átrio da Escola, alterando o espaço que temos vindo a utilizar ao longo do ano, uma pequena exposição sobre a “ Homossexualidade”. Nesse sentido procuramos dividir um pouco o trabalho consoante o que mais se adequava a cada um dos grupos e debruçámo-nos por isso mais nas leis que protegem (ou não) os homossexuais, os direitos sexuais, e alertámos ainda para a existência de violência doméstica também em relações entre pessoas do mesmo sexo.
Ao nosso grupo competiu, não tanto definir a homossexualidade ou explicar e desmentir alguns dogmas e teorias mas, uma vez que nos estamos relacionados com os direitos humanos, apesar de abordarmos alguns estereótipos, debruçámo-nos sobretudo na publicação de leis sobre o casamento e alguns direitos sexuais.

Direitos sexuais - Reconhecem o direito de toda pessoa, livre de coerção, discriminação e violência, ao seguinte:

• O mais alto padrão atingível de saúde sexual, incluindo o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva;
• Busca, recebimento e fornecimento de informações relacionadas à sexualidade;
• Educação da sexualidade;
• Respeito à integridade corporal;
• Escolha de parceiro ou parceira;
• Decisão de ser ou não sexualmente activo(a);
• Relações sexuais consensuais;
• Casamento consensual;
• Decisão de ter ou não filhos e quando os ter;
• Busca de uma vida sexual satisfatória, segura e com prazer

Igualdade no acesso ao casamento civil - O artigo 36º da constituição diz que “Todos têm o direito de constituir família e de contrair casamento em condições de plena igualdade”. E o artigo 13º proíbe explicitamente, desde 2004, a discriminação com base na orientação sexual.
Já o código civil diz que o casamento existe só para casais de pessoas de sexo diferente - ou seja, gays e lésbicas não têm acesso a um conjunto importante de direitos e deveres.

Um dos nossos lemas é que a ignorância é a base de todo o preconceito, e por isso, informa-te:

http://www.rea.pt/
http://ilga-portugal.oninet.pt/
http://www.clubesafo.com/
http://www.panterasrosa.com/
http://portugalgay.pt/

Colocámos ainda, como se pode ver na foto, um cartaz de sensibilização para a realidade que é também, a violência entre homossexuais, à semelhança de qualquer casal hetero.
Realizamos ainda um vídeo sobre a homossexualidade que se encontra disponível no seguinte endereço:
http://www.youtube.com/watch?v=nTUYCP7b9Lc



E tu, o que tens a dizer?
Liliana Borges

domingo, 10 de maio de 2009

Homossexualidade - Inquéritos

Dentro do trabalho em que estamos a desenvolver sobre os Direitos Humanos na área não – curricular de área de Projecto, o nosso grupo, em parceria com outro grupo que desenvolve o tema da Adolescência; Diabetes; Obesidade; Homossexualidade decidimos abordar a vertente da Homossexualidade, visto ser um assunto de possível abordagem em ambos os grupos.
Deste modo, uma das actividades de cooperação entre nós foi a realização de inquéritos, com o objectivo de perceber e tomar consciência da opinião da sociedade que nos envolve.
Durante a criação dos inquéritos, tivemos a preocupação de torná-los o mais objectivos, simples e curtos possíveis de forma a conseguirmos o nosso objectivo e a gastar o mínimo tempo possível aos nossos inquiridos. Desta forma, o nosso inquérito estrutura-se da seguinte forma:
1) Considera que a homossexualidade é uma doença/anti – natura?
2) Acha que a homossexualidade é uma opção?
3) Concorda com o casamento civil homossexual?
4) Concorda com a adopção de crianças por casais homossexuais?
5) Sabia que o artigo 36 da constituição portuguesa cita que " todos têm direito de constituir família e de contrair casamento em condições de plena igualdade?
6) Sabia que o artigo 13 da constituição portuguesa proíbe explicitamente, desde 2004, a discriminação com base na orientação sexual?
Após feito a “base” que consistia na criação destes, concordámos em ir para as ruas de Leiria no passado dia 23 de Abril, onde aí seriam questionados quarenta pessoas de ambos os sexos e com faixas etárias diversificadas.
Realizada esta fase, restava apenas fazer a sua análise, sendo analisados por vários elementos do grupo e me entregues para os representar na totalidade graficamente e chegar a uma visão mais concreta da opinião da sociedade.
Feita esta analise graficamente, de acordo com o sexo, faixa etária, pergunta, podemos concluir que:
· As faixas etárias mais jovens consideram de forma mais uniforme que a homossexualidade não é uma doença, contrariamente às classes mais adultas ou idosas;
· No caso da questão se a homossexualidade era uma opção, as respostas dos inquiridos divergiam, no entanto pode-se concluir que um pouco mais da maioria considerava uma opção;
· A maioria concordava com o casamento civil homossexual, mas no que respeita à adopção de crianças por estes casais, as faixas etárias a partir dos 40 já não concordam da mesma forma.
· A maioria desconhece os artigos da constituição portuguesa, nomeadamente os artigos 13 e 36 anteriormente descritos na pergunta 5 e 6;
Para finalizar, tanto eu, como os restantes membros dos grupos envolvidos agradecemos a disponibilidade e sinceridade dos inquiridos neste estudo, pois ajudaram-nos a descobrir a opinião da nossa sociedade e consequentemente ajudaram-nos no desenvolvimento do nosso projecto escolar. Não devo esquecer também os restantes elementos dos grupos que mostraram uma boa capacidade de cooperação entre todos, sendo assim um passo importante para o bom resultado e desempenho da actividade em que nos comprometemos. Os meus parabéns.


Micael Lopes

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Exposição - Pena de Morte


No dia 27 de Fevereiro o tema exposto e tratado foi “ Pena de Morte”. Nesse sentido achámos pertinente colocar os tipos de pena de morte mais diversificados desde conhecidos e praticados, aos menos vulgares e a sua respectiva descrição. São exemplos: Afogamento; cadeira eléctrica, câmara de gás, decapitação, enfossamento, fogueira, perfuração de ventre e vergestação. Para que chamasse mais atenção e que ilustrasse de uma forma mais eficaz em que consistia cada tortura e pena colocámos várias imagens em papel fotográfico onde se podem observar as práticas.
Para além das penas, colocámos também um mapa do mundo, onde, observando com atenção podemos descobrir onde é ou não legal a pena de morte e em que condições, por exemplo, o vermelho indicava a legalidade total da pena, a laranja mostra a localização da pena legal onde não é praticada, o verde mostra-nos a sua abolição para todos os crimes excepto os cometidos em circunstâncias excepcionais (como crimes de guerra), por fim, o azul mostra-nos todas as regiões onde a pena de morte é completamente proibida.
Colocámos alguns dos direitos humanos, presentes na actual Declaração, que vão contra esta prática:
Artigo 3°
Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo 5°
Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.

Artigo 7°
Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei. Todos têm direito a protecção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo 8°
Toda a pessoa tem direito a recurso efectivo para as jurisdições nacionais competentes contra os actos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.

Para além disto, colocamos ainda alguns dos argumentos contra e a favor que encontramos no decorrer da nossa pesquisa, são exemplos, respectivamente: “A irreparabilidade da pena de morte, que não oferece recurso contra os erros judiciais”; “É a única que possui eficácia intimidativa para combater a grande criminalidade. Afirma-se que, nos países onde foi abolida, houve um aumento de crimes”.




Colocamos ainda algumas curiosidades num espaço do “ Sabias que?” e um espaço com papeis brancos ao dispor para que os alunos pudessem deixar a sua opinião.
Como foi anteriormente realizado colocamos algumas peças na vitrine que nos encontramos a utilizar. Entre os materiais encontrou-se uma cassete de vídeo de “ a Lista de Schindler” referente a um dos mais cruéis extermínios da sociedade, com o Nazismo; uma corda imitando a forca e o globo que nos lembra que este problema é global.

Não deixes de te informar melhor acerca deste tema e deixa também aqui a tua opinião !
Liliana Borges

terça-feira, 5 de maio de 2009

Visita à APAV


O nosso projecto centra-se nos Direitos Humanos mas nós tínhamos como objectivo não só realizar as exposições que temos vindo a referir, mas também participar de uma forma mais activa neste nosso tema e tentar viver mais de perto esta realidade. Para tal uma das actividades que realizámos no 2º período foi a ida ao gabinete de apoio à vítima (APAV) em Coimbra.
Existem muitos destes gabinetes no nosso país, nós decidimos contactar este por ser o que estava mais perto da nossa área escolar.
Sendo assim, no dia 4 de Março, reunindo cinco elementos do nosso grupo, tivemos a oportunidade de nos deslocarmos ao gabinete a Coimbra a fim de realizarmos uma entrevista a uma jurista que já tínhamos contactado e que nos tinha dado uma resposta positiva.
Tivemos alguma dificuldade em encontrar o gabinete visto que não conhecíamos a cidade e não sabíamos bem onde este se localizava e qual o seu aspecto exterior. Depois de encontrado o local esperámos que chegasse a hora da entrevista, que era as 14 horas, onde nesse momento fomos recebidos pela representante da APAV naquela cidade.
Fomos encaminhados para um gabinete onde podemos ter a percepção das condições que estes especialistas e alguns voluntários têm para trabalhar devido ao apoio que lhes é dado, que não é muito, e daí não existirem melhores condições. Começámos assim a nossa entrevista onde tentámos fazer perguntas que não estivessem já respondidas no site, que contém muita informação para o leitor se poder informar.
De acordo com a informação que a nossa entrevistada nos deu ficámos a saber como os casos podem ser denunciados, através de que meios, se estes crimes têm tido um aumento muito significativo ou se este aumento se deve ao facto de as pessoas denunciarem mais, o desconhecimento da APAV por parte das pessoas e a que é que este se deve. Abordámos ainda a violência homossexual, que começa a ser mais falada actualmente, a como se encaram os casos de insucesso, entre outras informações que esta nos disponibilizou. A entrevista durou cerca de 45 minutos. Embora não tenha sido muito tempo todos gostámos desta nova experiência e saímos mais enriquecidos pessoalmente e com uma visão mais real do que se passa nestas associações e que a quantidade de casos que existem é elevado e que por muito que pensemos que isto é irreal, não o é, é bem real e muitas das vezes está bem perto de nós!

Caso queiras saber mais informações sobre esta instituição, a APAV, podes visitar o seu site: www.apav.pt
Priscila Ferreira

Exposição - Discriminação

No dia 15 de Abril realizámos mais uma exposição, desta vez sobre a Discriminação. Como nas anteriores exposições tivemos disponível o placar e a vitrina. No placar colocámos a seguinte informação: os vários tipos de discriminação em função da raça, do sexo, da religião ou crença, se tem deficiência, se é idoso, homossexual ou transexual. Colocámos ainda várias frases machistas muito utilizadas no nosso dia-a-dia. Para além disso damos a informar aos nossos leitores se esta discriminação é directa ou indirecta e notícias sobre esta.
Com a nossa vitrina pretendemos, como sempre, que a nossa apresentação chame mais a atenção e por isso neste tema utilizámos barbeis para retratar alguns tipos de discriminação, como a discriminação por deficiência, o tráfico humano e a violência doméstica, como podemos observar pelas fotografias acima.
Desta vitrina ainda faz parte umas algemas e um globo que tem estado presente em todos os nossos temas para que se possa mostrar a diversidade.
Conforme nos propomos a fazer, vamos alterando a informação do placar ao longo do mês para que as pessoas possam saber mais, como conhecer o significado dos vários tipos de discriminação, e para que se mantenham informadas sobre algumas discriminações que ocorrem no mundo, que são muito frequentes e às quais por vezes não damos importância.
Priscila Ferreira